Memorial do IME-USP

“Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo”
Arquimedes

Assim é a obra de nossos professores, funcionários, alunos e ex-alunos. Cada nome homenageado neste site representa alguém que faz muita falta e é lembrado com carinho por colegas, familiares e entes queridos. O imensurável legado daqueles que marcaram a história do Instituto continua a nos inspirar todos os dias.

Marco Dimas Gubitoso

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O Prof. Dr. Marco Dimas Gubitoso, conhecido carinhosamente como Gubi, faleceu em 01/02/2022, aos 63 anos. Gubi foi docente do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP (DCC/IME/USP) desde 1987. Depois de concluir o Bacharelado em Física no IF/USP e Mestrado em Física (orientado pelo Prof. Gil da Costa Marques), realizou seu doutorado no IME/USP na área de Computação Paralela sob orientação do Prof. Dr. Siang Wun Song, com estágio sanduíche na Carnegie Mellon University (Pittsburgh, EUA) financiado pelo projeto BID-USP. Defendeu em seu doutorado uma proposta de modelo muito preciso de predição do desempenho de Computação Paralela. Exímio programador, o Prof. Gubitoso já era conhecido nacionalmente no final da década de 1980 quando desenvolveu o primeiro antivírus do Brasil, o Leucócito, para o vírus Ping Pong, que havia infectado muitos microcomputadores do país na época. Seu antivírus Leucócito era distribuído gratuitamente para vários lugares do Brasil. Em 1995, juntamente com os Profs. Drs. Siang Wun Song e Markus Endler, Gubi foi um dos criadores do [Laboratório de Computação Paralela e Distribuída (LCPD) do IME/USP] (https://www.ime.usp.br/~song/lcpd.html). Um ponto alto nas realizações deste laboratório foi a aprovação de um projeto submetido à União Europeia (Edital Information Technologies for Developing Countries ITDC 1994), que viabilizou a compra de um computador paralelo alemão Parsytec PowerXplorer, de 16 processadores, no valor de US$211.950,00, tendo os professores Markus Endler e Marco Dimas Gubitoso um papel muito importante na elaboração e condução do projeto. A presença de um computador paralelo foi fundamental para fomentar pesquisas em Computação Paralela na nossa universidade, viabilizando a realização de experimentos até então impossíveis: várias teses de doutorado e dissertações de mestrado na USP contaram com a utilização deste computador paralelo. Depois das suas contribuições em Computação Paralela, publicadas em periódicos e anais de conferências, o Prof. Gubitoso estendeu seu interesse de pesquisa para a Bioinformática e as Neurociências. Membro do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) em Neuromatemática (NeuroMat), sediado no IME/USP, o Prof. Gubitoso teve um papel fundamental no desenvolvimento do Goalkeeper Game, um aplicativo do NeuroMat para auxiliar no diagnóstico da doença de Parkinson. Gubi era uma pessoa amigável, alegre, de fácil trato, prestativo e atencioso, querido por colegas e estudantes. Além de ser um bom professor, cientista e pesquisador, Gubi era um habilidoso mágico. Ao longo da sua carreira, procurou divulgar a Ciência por intermédio de jogos e mágica. Participou de encontros de medalhistas da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) com sua alegria e mágicas incríveis, além de ser uma presença frequente em eventos de divulgação de Matemática, no IME, na USP Profissões e em outros ambientes. Certamente a sua partida deixa um enorme vazio, e Gubi será sempre lembrado pelos amigos, colegas e ex-alunos por seu bom humor, sua sabedoria e suas mágicas.






Gubi era um entusiasta da educação básica. Atendeu prontamente um convite para integrar o projeto Embaixadores da Matemática do IME, tendo oferecido e ministrado várias vezes as palestras "A matemática na mágica" e "A mágica da ciência", sempre despertando entusiasmo nos alunos presentes. Na primeira, ele mostrava que certos truques de máqica tinham um fundamento matemático, como por exemplo alguém escolher uma carta de um baralho e este ser embaralhado de tal maneira que a posição final da carta escolhida era uma invariante.

Valdemar W. Setzer
IME

Um grande salve para o professor Gubi! Que sua mágica continue viva em tods nós !

Arthur
IME - USP

O Gubi trazia para nossa vida sempre um pouco mais de cor, de magica... Saudades de meu colega no departamento de computação do IME e amigo desde o curso de graduação no IF-USP.

Julio Michael Stern
USP - Instituto de Matemática e Estatística

Bela e justa homenagem. Mesmo em pouco tempo de convívio, Gabi fez enorme diferença na minha vida e com certeza de muitos outros

Patricia Maria Mendonça
UnG

Foi um dos meus frequentadores da sala pró-aluno. Estou profundamente triste de ver alguém que vi menino, nos meus olhos, falecer tão prematuramente.

Sebastião Simionatto
IFUSP

Conheci o Gubi no ano 1977, no IFUSP. Colega no primero ano de faculdade da física Fizemos o bacharelado juntos. Nissan amizade foi se construido ao longo desses ano de faculdade e cursos juntos. Cervezas, comidas, viajens, mágicas e muito bom papo. A amizade continuo na pos e sendo ja profesdores e pesquisadores. Grande amigo, siempre. Amigo indispensavel. Longa trajetoria de amizade, mais muito curta no tempo . Que sao 45 anos no tempo?

Sara Cruz Barrios
Universidad de Sevilla

O Gubi foi um excelente professor e será lembrado por muitos com muito carinho. Seu carisma e seu jeito único de dar aulas serão lembrados para sempre. Pena que foi embora muito cedo. Fiquei triste com a notícia, mas feliz de ter a oportunidade de conhecê-lo. Que descanse em paz.

Alexandre Noma
UFABC

Gubi vive eternamente em nossos corações, em nossas mentes e em nossos saberes. Gratidão Gubi.

Lucy Mari
Instituto Criativo

Meu grande amigo Gubi deixa saudades e sua partida precoce representa uma enorme e irreparável perda para o meio acadêmico brasileiro. Sua inteligência brilhante sempre soube aliar-se ao bom humor sarcasmo e magia para motivar e cativar seus discípulos. Desenvolveu o primeiro sistema operacional realmente eficiente para o I7000 da Itautec no começo dos anos 1980 junto com o Bene Franco. Inspirou o desenvolvimento das bibliotecas de manipulação de telas genérica que desevolvi na Axioma em seus primórdios. Sou muito feliz por ter desfrutado do seleto hall de seus amigos e companheiros. Vai-se um grande brasileiro e ser humano e fica a saudade.

Adalto Barbaceia Gonçalves
Axioma

O querido Prof. Gubi! Tive o privilégio de ter aulas com ele no Curso de Matemática e Mágica do Curso de Verão. Foi um curso divertido que combinou os mistérios das mágicas, o conhecimento avançado da matemática e muita diversão. O Prof. Gubi tinha prazer em ministrar o curso. Era quase uma celebração. A cada novas apresentações das mágicas seus olhos brilhavam e um sorriso surgia nos momentos de clímax da magia. Um curso inesquecível ministrado pelo amor do Professor. Professor Gubi! Siga seu caminho de muita Luz que nos deixa saudades. Meus saudosos sentimentos à família.

Gustavo Scalco Isquierdo
IME/USP egresso

Top contribuidor do Guia do Mochileiro das Galáxias, sabe muito desse Universo aí afora.

Mario Marques Junior
BCC IME-USP

Como gostava de ser chamado, Gubi sempre empreendeu suas melhores qualidades para proporcionar uma excelente aula a seus alunos, sempre pontuando tambem conceitos de computaçao distribuida e estimulando o conhecimento das linguagens de programaçao. Meu sincero pesar.

Marcos Nagamura
IME-USP

É com grande ambivalência de sentimentos que escrevo estas linhas. Entre uma grande tristeza, mas simultaneamente, mergulhado num grande saudosismo. Conheci o Gubi há 45 anos aquando do ingresso na Licenciatura-Bacharelado de Física na Universidade de São Paulo em 1977. O Gubi foi um colega generoso e particularmente bem disposto, sempre muito original pelo seu gosto pelos truques com cartas, a sua habilidade no manuseio do cubo de Rubik, e a sua inclinação para o aspecto matemático das teorias físicas. Fomos ambos, estudantes de Mestrado sob a orientação do Professor Gil da Costa Marques no início dos anos de 1980 e, ao estudar Teorias de Grande Unificação das Interacções Fundamentais eu pude então tirar partido dos seus conhecimentos, claramente superiores aos meios, de teoria dos Grupos. Apesar de eu viver no estrangeiro desde 1983, mantivemos sempre uma amizade calorosa e recordo-me da satisfação, que era visivelmente recíproca, das longas conversas que mantínhamos quando nos cruzávamos nas minhas breves visitas à Universidade de São Paulo. É ainda difícil de assimilar que há cerca de um ano estávamos a conversar longamente ao telefone sobre o tratamento a que ele fora submetido e sobre muitas outras coisas agradáveis e divertidas que envolviam necessariamente truques de mágica. Era comovente constatar a calma e o distanciamento que o Gubi demonstrava ao abordar a gravidade do seu estado de saúde. Penso que esta atitude despreocupada e optimista era um dos traços mais marcantes da personalidade do Gubi. Certamente, o mundo fica infinitamente mais pobre com o desaparecimento de um ser humano tão generoso e talentoso. O Gubi deixou em tudo que fez uma marca indelével que será sempre recordada.

Orfeu Bertolami
Departamento de Física e Astronomia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto

É com grande ambivalência de sentimentos que escrevo estas linhas. Entre uma grande tristeza, mas simultaneamente, mergulhado num grande saudosismo. Conheci o Gubi há 45 anos aquando do ingresso na Licenciatura-Bacharelado de Física na Universidade de São Paulo em 1977. O Gubi foi um colega generoso e particularmente bem disposto, sempre muito original pelo seu gosto pelos truques com cartas, a sua habilidade no manuseio do cubo de Rubik, e a sua inclinação para o aspecto matemático das teorias físicas. Fomos ambos, estudantes de Mestrado sob a orientação do Professor Gil da Costa Marques no início dos anos de 1980 e, ao estudar Teorias de Grande Unificação das Interacções Fundamentais eu pude então tirar partido dos seus conhecimentos, claramente superiores aos meios, de teoria dos Grupos. Apesar de eu viver no estrangeiro desde 1983, mantivemos sempre uma amizade calorosa e recordo-me da satisfação, que era visivelmente recíproca, das longas conversas que mantínhamos quando nos cruzávamos nas minhas breves visitas à Universidade de São Paulo. É ainda difícil de assimilar que há cerca de um ano estávamos a conversar longamente ao telefone sobre o tratamento a que ele fora submetido e sobre muitas outras coisas agradáveis e divertidas que envolviam necessariamente truques de mágica. Era comovente constatar a calma e o distanciamento que o Gubi demonstrava ao abordar a gravidade do seu estado de saúde. Penso que esta atitude despreocupada e optimista era um dos traços mais marcantes da personalidade do Gubi. Certamente, o mundo fica infinitamente mais pobre com o desaparecimento de um ser humano tão generoso e talentoso. O Gubi deixou em tudo que fez uma marca indelével que será sempre recordada.

Orfeu Bertolami
Departamento de Física e Astronomia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto










Curadoria:
Ana Carla de Souza